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Administração em geral


    Sete práticas para o sucesso de um sistema de gestão em micro e pequenas empresas.

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    Sete práticas para o sucesso de um sistema de gestão em micro e pequenas empresas.

    Mensagem por Ricardo em Ter Mar 31, 2009 9:54 pm

    Por Rogério Campos Meira - www.administradores.com.br

    Se me perguntarem qual é a característica mais fundamental para que um micro ou pequeno empresário tenha sucesso, não terei dúvidas ao responder: é a ousadia!

    Digo isso porque esses profissionais, pela sua própria condição, precisam, obrigatoriamente, contar com essa qualidade em especial para não apenas começar um negócio, mas, principalmente, inovar e investir na qualidade de seus produtos e serviços de forma a serem competitivos no mercado em que estão inseridos.

    É nessa hora que ter um sistema de gestão que assegure o cumprimento dos passos fundamentais para que o produto ou serviço ofereça a qualidade prometida é fundamental. No entanto, infelizmente, é muito comum entre os empreendedores brasileiros a crença de que essa implantação é penosa e capaz de trazer pouco retorno para a empresa.

    Para a implantação de qualquer sistema de gestão, há sete importantes práticas. Geralmente elas são pouco valorizadas pelas micro e pequenas empresas, o que dificulta o sucesso desse trabalho, criado para facilitar a tarefa e não complicar a vida de quem a realiza. São elas:

    Planejamento – Este é o primeiro passo a ser seguido. É nesta etapa que micro e pequenos empresários determinarão os rumos de seus projetos, ou seja, metas e métodos a serem seguidos para que se alcance o sucesso. Este trabalho inicial jamais poderá ser encarado como perda de tempo, pelo contrário, é o planejamento que possibilitará a antecipação de diversos cenários e possíveis problemas;

    Capacitação – A capacitação de sua equipe é uma questão extremamente importante para o bom andamento do planejamento. Novos aplicativos e ferramentas são sempre bem-vindos, desde que seus funcionários sejam treinados de forma adequada para usá-los. Caso contrário, você apenas terá gastado dinheiro à toa. Fica aqui uma sugestão: invista em comunicação e conscientização interna, assim, sua equipe poderá realmente entender o Sistema de Gestão que a organização segue e o que ela espera com ele;

    Disciplina – É fundamental que todos os seus colaboradores estejam envolvidos e motivados a cumprir o Sistema de Gestão vigente, afinal, disciplina é primordial para o sucesso de qualquer projeto, tanto pessoal quanto empresarial. Além disso, o planejamento só poderá ser cumprido se todos desenvolverem suas funções pré-estabelecidas;

    Investimento – Invista em recursos materiais e pessoais, pois somente assim sua equipe terá meios adequados para executar com excelência suas funções. Um trabalho bem feito exige um conjunto de recursos e não apenas um ou outro item qualquer. Mesmo que o orçamento de sua micro ou pequena empresa seja enxuto, pesquise bem e tente ao máximo encontrar bons produtos a preços acessíveis;

    Produtividade – Comumente costumamos ouvir nos corredores das empresas, sejam elas grandes ou pequenas, que “o dia não é o bastante”, que “o trabalho parece que não render”. Caso isso ocorra na sua empresa, pare e faça um diagnóstico: como meus funcionários usam o tempo de trabalho? Será que algo está os distraindo, tirando-lhes o foco? A partir de então, tome atitudes para resolver o problema de queda de atenção e produtividade. Às vezes, medidas simples como a adoção de um software de gerenciamento, pode ser o suficiente;

    Comprometimento da Gerência– Não tenho dúvidas de que uma equipe estará mais motivada e comprometida com o trabalho ao perceber que a gerência está, de fato, também empenhada. Um bom líder incentiva seus colaboradores, dialoga com eles, mostra-se acessível. Não deixe de comemorar conquistas e incentivar o crescimento de seus funcionários; e

    Análise e Melhoria dos Processos – Não basta apenas focar no resultado final. Um bom empresário é aquele que entende todo o processo de construção e todas as etapas que o levaram ao sucesso. Dessa forma, ele aprende muito, pois, certamente, durante esse processo ocorreram erros que, no futuro, servirão como experiência.


    Rogério Campos Meira é Engenheiro Mecânico, Mastère em Management de La Qualité pela ENSAM – França, Certified Quality Auditor, Certified Manager of Quality/Organizational Excellence e Certified HACCP Auditor pela ASQ – EUA e diretor-executivo da Academia Tecnológica de Sistemas de Gestão (ATSG).


    Fonte: Administradores.com.br
    http://www.administradores.com.br/noticias/sete_praticas_para_o_sucesso_de_um_sistema_de_gestao_em_micro_e_pequenas_empresas/21961/

    A velha lição de casa: Gerenciar e estimular o capital humano.

    Mensagem por Ricardo em Qua Abr 01, 2009 10:43 am

    Por Nelson Moschetti - www.administradores.com.br

    Livros de administração consagraram três aspectos básicos inerentes a uma boa gestão de negócios - monitorar recursos materiais, financeiros e humanos. No entanto, é relativamente comum observar que administradores de investimentos dispendiosos acabam, no seu cotidiano, fisgados pelo lado econômico.

    A atração é forte, pois sem uma boa gestão financeira e de materiais, o empreendimento não se desenvolve e também não se mantém, correndo o sério risco do negócio não sobreviver. São verdades que envolvem uma grande cilada: acreditar que isto é suficiente, o que leva à crença que basta contratar pessoas e gerenciar o dia-a-dia.

    Recursos financeiros, em geral, são padronizados. Basta analisar os mais diversificados estabelecimentos para verificar as semelhanças existentes. Como personalizá-los, então? A resposta está na competência humana, que vai dar "cara própria" ao empreendimento. Nesta fase, o gestor é administrador de investimento e precisa de uma equipe bem treinada para ser eficaz na definição das linhas mestras, objetivando transformar o seu negócio em um excelente ponto de vendas.

    Em outras palavras: desde o início a diferença está nas pessoas. São elas que criativamente vão planejar o empreendimento como pólo de atração. Em todas as empresas, recursos humanos podem fazer a diferença - a indústria, por exemplo, requer um número menor de pessoas para atingir um elevado volume de produção. Mas é no varejo que essa dimensão é potencializada, pois as relações comerciais dependem fundamentalmente do contato interpessoal.

    Outra armadilha refere-se aos clientes cativos, podendo provocar a acomodação. É fundamental ter o lojista satisfeito. Lojista insatisfeito aumenta a probabilidade de espaço vazio. Não é somente a inadimplência que provoca o espaço não alugado. E recursos humanos? O que têm a ver com isso? Em princípio, parece não haver relação, pois as ações desta área são voltadas para o público interno. Entretanto, não se atende bem o público externo (clientes) se o público interno (colaboradores) não estiver satisfeito.

    Novamente RH tem um campo de atuação importantíssimo, prestando consultoria interna ao administrador e chefias para melhorar as decisões sobre gestão de pessoas. São exemplos de uma boa gestão de capital humano, entre outros, a criação de um bom clima organizacional e a retenção de talentos.

    Para alcançar estes resultados, é palavra de ordem seguir algumas recomendações sobre as contribuições diretas ou indiretas que RH pode proporcionar. São elas:

    • Ter uma política salarial voltada para a premiação por competência, baseada em resultados alcançados;

    • Desenvolver continuamente as competências humanas dos colaboradores, para promover comportamentos que aproximem o trabalho da administração junto aos lojistas, utilizando habilidades de persuasão, empatia, envolvimento, atendimento a clientes e negociação sobre eventuais interesses conflitantes;

    • Procurar ser transparente no relacionamento com os lojistas, evitando comportamentos autoritários e distanciados;

    • Estimular a pró-atividade no desenvolvimento de atividades conjuntas com os lojistas-âncora - empresas de porte - para atrair mais consumidores finais;

    • Criar condições para a gestão participativa, com o objetivo de melhorar a qualidade das decisões, facilitando a motivação e aumentando o comprometimento dos colaboradores;

    • Entender que a chefia é o primeiro gestor de pessoas e que o papel de RH é fornecer suporte e ferramentas para administrar equipes com mais eficácia; e

    • Favorecer a gestão do negócio para compatibilizar a rentabilidade da empresa com a satisfação dos lojistas, centrada em ações de parceria, promotora de resultados positivos para ambas as partes.


    Nelson Moschetti é advogado, sociólogo e diretor da RCS Brasil

    Fonte: Administradores.com.br
    http://www.administradores.com.br/noticias/a_velha_licao_de_casa_gerenciar_e_estimular_o_capital_humano/21990/

      Data/hora atual: Ter Out 17, 2017 8:27 am